terça-feira, 29 de março de 2011

"ENQUANTO ISSO, NO ESTACIONAMENTO..."

     Homem: Vamos colocar todas as compras no porta  malas?

     Mulher: Ah, vamos! Cabe sim...

    Homem: Me dá as coisas mais pesadas primeiro...

    Mulher: Toma...pôxa, você viu hoje  a mais nova besteira que aquele Jair "Boçalnaro" disse?

    Homem: Não, o quê? Me passa os ovos...cuidado!

    Mulher: Disse que o filho dele jamais namoraria uma negra porque não foi criado num  ambiente de promiscuidade.

    Homem: Ah...tem um trocado para o menino?

   Mulher: Tenho... então, você viu o que ele disse?

   Homem: Quem?  O "RAUL GIL" ?

   Mulher: " RAUL GIL"? O que que tem o "Raul Gil"?

   Homem: O QUE ELE FALOU?

   Mulher: Nada vai, esquece... 
   
 

domingo, 27 de março de 2011

LA PASIONARIA




O mês de março vai chegando ao fim e com ele termina também o "Mês das Mulheres" no blog da Lú, o "Eu sou a Graúna". Por lá, desfilaram durante todo esse mês, histórias de mulheres fortes, determinadas, que não aceitaram ser nem um centímetro a menos daquilo que se propuseram a ser. E eu, fiquei muito feliz porque tive o privilégio e o prazer de fazer parte dessa homenagem às mulheres, escrevendo sobre Hilda Hilst .



Embora alguns duvidem, o universo de mulheres maravilhosas extrapola, e muito, o número de dias do mês de março e, portanto, muitas outras histórias de mulheres interessantes acabaram por infelizmente ficar de fora desse projeto. Mulheres como, por exemplo, "La Pasionaria", de quem me lembrei hoje pela manhã. Por uma dessas coincidências do destino, estava na Espanha quando ela faleceu e pude ser testemunha ocular de um dos grandes momentos da vida política daquele país.


Estávamos eu e meu pai passeando pelo centro de Madrid. Acabávamos de sair do Museo do Prado já a tardinha e, de repente um alvoroço tomou conta das ruas. As pessoas começaram a correr, buzinas...não entendíamos o que estava acontecendo, até que paramos numa cafeteria e vimos pela tv a reportagem sobre o enterro de "La Pasionária", que acontecia ali e agora. Nos dirigimos então para a praça, perto de onde estávamos, onde passaria o seu cortejo fúnebre.


Nessa época, eu ainda era "bem jovenzinha" e mal tinha ouvido falar dessa mulher tão importante. Talvez alguma coisa no colégio e só. Graças ao meu pai, que viveu a Guerra Civil Espanhola de perto, tive ali uma verdadeira aula sobre a ditadura de Franco "El Generalíssimo", e a resistência de uma revolucionária chamada Dolores Ibarruri, "La Pasionária".


"É melhor morrer de pé do que viver de joelhos!" disse ela, frente ao exército do General Franco em 1936, no começo da Guerra Civil Espanhola. "No pasarán!" conclamou aos madrilenhos. E assim o povo madrilenho atendeu ao seu chamamento e lutou até quando puderam e, até quando ela seguiu para o exílio na Rússia, da onde só voltaria muitos anos depois.


Quando chegamos a praça, podemos ter uma dimensão exata do que aquela mulher tinha significado para a Espanha, sobretudo para Madrid. Um mar de gente cada vez mais denso se formava, num silêncio surpreendente e comovente. Todos queriam prestar uma última homenagem à quem  tinha dedicado toda a sua vida a lutar pela liberdade e democracia daquele país. Nem que eu viva cem anos, jamais me esquecerei dessa cena.


Com esse pequeno "adendo" que fiz aqui nesse post, fica o convite para a leitura das histórias sobre outras mulheres interessantes  lá no "Eu sou a Graúna" . Leiam e apaixonem-se!!


 Um pouco mais sobre a história de La Pasionária:

http://guerrilheirodoentardecer.blogspot.com/2010/11/jbhoje-na-historia-la-pasionaria-morre.html

domingo, 20 de março de 2011

"RAPIDINHAS DO PEDRINHO"

  "ALMOÇO FILOSÓFICO"


  Estávamos almoçando, num descontraído domingo de sol, quando perguntei para o Pedro:
  - Pedro, você sabe o que uma "batatinha frita disse para a outra"?
  Pedro me olha com uma cara fuzilantemente desinteressada e diz:
  -Ah...mãe...o quê?
  E eu respondo entusiasticamente:
 - "Nossa, como você está queimadinha"!! RÁ!!! Gostou? Inventei agora...
 E ele continuando com seu desânimo, dá um pequeno muxoxo e me pergunta:
 - Mãe, sabe o que "uma maçã disse para a outra"?
 - Não, Pedro. Não sei...
 E ele então  me responde:
"Tá vendo como estou durinha"!! RÁ!!! Gostou, mãe?! Também acabei de inventar!
 ALGUÉM JÁ VIU MÃE COM CARA DE PATA? POIS É, FIQUEI...   

sábado, 12 de março de 2011

"UM POST RUBRO NEGRO PARA UMA BORBOLETA

 Não "morro de amores" pelo Flamengo. Mas hoje tem uma flamenguista, por quem tenho uma admiração muito grande, que está fazendo aniversário. E...por ela, vale até o "sacrifício" de fazer um post  RUBRO NEGRO para lhe dar de presente. E, depois se, ser flamenguista, for tudo isso mesmo que o Artur da Távola escreveu aí embaixo...LUCIANA, (borboletanosolhos.blogspot.com) minha BORBOLETA QUERIDA, vc não poderia ser outro time.  



Ser Flamengo (Por Artur da Távola)


Ser Flamengo é ser humano e ser inteiro e forte na capacidade de querer. É ter certezas, vontade, garra e disposição. É paixão com alegria, alma com fome de gol e vontade com definição. É ser forte como o que é rubro e negro como o que é total. Forte e total, crescer em luta, peleja, ânimo, e decisão.



Ser Flamengo é deixar a tristeza para depois da batalha e nela entrar por inteiro, alma de herói, cabeça de gênio militar e coração incendiado de guerreiro. É pronunciar com emoção as palavras flama, gana, garra, sou mais eu, ardor, vou, vida, sangue, seiva, agora, encarar, no peito, fé, vontade. Insolação.


Ser Flamengo é morder com vigor o pão da melhor paixão; é respirar fundo e não temer; é ter coração em compasso de multidão.



Ser Flamengo é ousar, é contrariar norma, é enfrentar todas as formas de poder com arte, criatividade e malemolência. É saber o momento da contramão, de pular o muro, de driblar o otário e de ser forte por ficar do lado do mais fraco. É poder tanto quanto querer. É querer tanto como saber; é enfrentar trovões ou hinos de amor com o olhar firme da convicção.



Ser Flamengo é enganar o guarda, é roubar o beijo. É bailar sempre para distrair o poder e dobrar a injustiça. É ir em frente onde os outros param, é derrubar barreiras onde os prudentes medram, é jamais se arrepender, exceto do que não faz. É comungar a humildade com o rei interno de cada um.



É crer, é ser, é vibrar. É vencer. É correr para; jamais correr de. É seiva, é salva; é vastidão. É frente, é franco, é forte, é furacão. É flor que quebra o muro, mão que faz o trabalho, povo que faz país.



terça-feira, 8 de março de 2011

"HOJE NÃO QUERO ROSAS..."

           " ...QUERO APENAS QUE PAREM DE ARRANCÁ-LAS DOS JARDINS!"








Vanessa de Vasconcelos Duarte, 25 anos.
Estuprada e assassinada em 12/02/2011 possivelmente pelo assaltante
Edson Bezerra Gouveia, 35 anos.















Mercia Nakashima, 28 anos.
Seu corpo foi achado em 10/06/2010.
Assassinada possivelmente pelo ex
namorado Ismael Bispo do Santos, 41 anos.
















Maria Islaine de Moraes, 31 anos.
Assassinada com oito tiros
pelo ex marido, Fábio da Silva Soares, 30 anos.















Maria Carolina Reis Café, 30 anos.
Assassinada em 27/09/2010, na frente
da filha de 9 anos, pelo ex marido
Edilson Alves Araújo, 39 anos.















Luciana Chaves Farias, 35 anos.
Assassinada em 05/03/2011,
pelo seu ex marido Paulo Cesar Batista, 42 anos.

sexta-feira, 4 de março de 2011

"O SAMBA ESTÁ NO MEU DNA! NÃO TEM JEITO...AINDA BEM!"

Se tem uma coisa que sempre esteve no meu sangue, foi o "ziriguidum". Gosto muito!
Esse meu namoro com os festejos de Momo, vem de uma época bem remota. Me lembro que, eu e meu irmão, lá pelos nove, dez anos, já fazíamos as nossas fantasias e saíamos desfilando pela vizinhança. Tá, tudo bem que "as fantasias", eram roupas impiedosamente cortadas, adereços feitos de papelão, alegorias feitas de sacolas plásticas e a bateria era composta de panelas e baldes. Mas tudo era levado muito a sério. Acho que, na verdade, ainda que intuitivamente, seguíamos a maravilhosa escola de "Joaosinho Trinta" no quesito "criatividade e aproveitamento de materiais".


Aos quinze anos, dando continuidade à essa minha devoção a irreverência desses dias momescos, resolvi me vestir de homem. Mais quatro amigas gostaram da idéia e resolveram sair comigo. Foi uma verdadeira transgressão! Sim, pois não era comum as mulheres se vestirem de homem naquele tempo (ui!). Ainda mais na sexta-feira de carnaval, que era considerado um dia quase “sagrado” (?) para os rapazes da cidade, que saíam maciçamente vestidos de mulher. Me lembro que nesse dia, estávamos super ansiosas e começamos a nos arrumar cedo. Não queríamos ser um “homem qualquer”. Queríamos mais, queríamos estilo. Saímos todas de terno, chapéu, gravata...caprichamos. O meu terno, era um “risca de giz”, modelo italiano, que meu pai tinha usado no casamento dele. Não sei se era “exatamente” para esse fim que ele tinha guardado esse terno tanto tempo, mas enfim...espero que ele tenha entendido que sua filha precisava fazer uma "revolução nos costumes da cidade", e que, aquele terno seria fundamental. 



Em outra ocasião, eu e mais alguns amigos saímos fantasiados de "Família Adams". Eu, linda de Mortícia, com direito a faixa branca pintada no cabelo e um aplique que ia até a cintura, usava um vestido longo preto, que tinha uma fenda até a altura da coxa e uma enorme lapela roxa. Um luxo! Tudo criado por um querido amigo em apenas uma tarde. Esforço reconhecido pela aclamação que tivemos depois nas ruas. As pessoas paravam para nos ver passar. Nessa noite, tivemos nossos “quinze minutos de fama”.


E, para quem pensa que estou muito saudosista, que já me aposentei...nada disso! Surpreendentemente ano passado, depois de já não morar há alguns anos no Rio, me peguei desfilando em plena “Marques de Sapucaí”. Eu e meu amigo Bruno, evoluíamos mais que “Pokémon” durante o desfile, com direito até mesmo a mandar beijinhos para as arquibancadas. Sim; literalmente para as “arquibancadas”, já que passava das cinco horas da manhã. Quem se importa? Só sei que cheguei no final do desfile, encharcada de suor e alegria, num verdadeiro estado de CATARSE EMOCIONAL...muito melhor do que dez anos de análise.



Para esse carnaval de 2011, não tenho nada programado. Estou no melhor “estilo Zeca Pagodinho”, deixando a vida me levar...mas, se por um acaso eu sair por aí e ouvir um “tica la ca tica”, lá vou eu...se tiver que sambar, sambo. Se tiver que brincar, brinco...tudo com muito gosto! Está no meu DNA, não tem jeito...ainda bem!