quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

"QUASE POESIA"

 Não me ligue agora,
 estou de saída.
 Vou lá fora,
 brincar um pouco de vida.

 Vou buscar um pouco de verdade,
 prá  lamber  minhas feridas.
 Quem sabe eu também não compre,
 uma passagem só de ida?

 Estou precisando sair um pouco.
 Me olhar de longe.
 Tentar descobrir,
 o quanto de você, em mim se esconde.

 Depois quando chegar, te ligo.
 Prá te dizer que já voltei,
 prá perto,
 prá casa, pro abrigo.

 A única coisa que  não quero,
 é ter que voltar prá mim...

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

"RAPIDINHAS DO PEDRINHO ( CONVIDADA ESPECIAL / CATHY )

     Catarina, é uma "fofurinha" de seis anos que, assim como o Pedro, é muuuito esperta! Ela é filha da Viviane do http://cirandasaosol.blogspot.com/ . E olha só o que a Viviane me contou  que ela anda dizendo por aí...

"Tenho uma filha de 6 anos e hoje foi engraçadissimo...ela virou toda compenetrada e me disse.. 'Minha mãe, eu cresci, meus peitos cresceram, estou usando soutien, cortei os cabelos...sou outra! As pessoas nem vão me reconhecer na rua.' rsrsrsrsrs


Eu fiquei séria na hora...mas queria muito rir...principalmente porque os seios não cresceram nem um centímetro!!! rsrsrs"






"É OU NÃO É UMA LINDINHA?!" 

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

MINHA VIDA DE ACORDO COM MARISA MONTE








Você é um homem ou mulher?

"AQUELA"


Descreva-se:

"VAI SABER?"


Como você se sente?

"ANDO MEIO DESLIGADO"


Descreva o local onde você vive atualmente:

"UNIVERSO AO MEU REDOR"


Se você pudesse ir a qualquer lugar, aonde você iria?

"O RIO"


Sua forma de transporte preferido:

"BORBOLETA" (Luciana Nepomuceno, rsrsrs)  http://borboletasnosolhos.blogspot.com/


Seu melhor amigo?

"ANJO DA GUARDA"


Você e seus amigos. Como são?

"TRÊS LETRINHAS"


Qual é o clima?

"BEM LEVE"


Hora do dia favorita:

"ALTA NOITE"


Se sua vida fosse um programa de TV, como seria chamado?

"INFINITO PARTICULAR"


O que é a vida para você?

"NA ESTRADA"


Seu relacionamento:

"EU SEI"


Seu medo:

"LÁGRIMAS E TORMENTOS"


Qual é o melhor conselho que você tem a dar?

"ÁGUA TAMBÉM É MAR"


Pensamento do Dia:

"O AMOR NÃO SABE ESPERAR"


Meu lema:

"PRA SER SINCERO"


Gostou da brincadeira? Bora tentar? Faça, de preferência, só com as músicas de seu cantor(a) ou grupo musical preferido.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

"A LUA CRESCE NO CÉU DE FRIBURGO" (Por Tião Guerra)

09 de fevereiro de 2011, lentamente a lua volta a crescer no céu de cada um de nós. Assim, mais ou menos de forma direcionada, mantemos nossos movimentos cotidianos externos. Cada um de nós, repletos de memórias densas, importantes e fecundas, lida como pode, no fundo da alma, na noite profunda de nosso interior com a riqueza doída e luminosa de estarmos vivendo ‘estes dias’ de nossas vidas, nestas serras queridas.

Nos últimos dias, algumas pessoas e a mídia em geral têm usado, em nome do desejo de criar uma onda positiva, otimista, uma frase que me dói: “Estamos finalmente voltando ao normal”. Como assim, voltando ao normal? Se o normal é como era antes, não posso aceitar que voltemos a ele. O normal de antes, era feito de muitos interesses separados; seja por grupos sociais e econômicos; seja por grupos de famílias; seja por religiões ou entre pessoas ‘do bem e do mal’. O normal de antes era civilmente muito solitário, era feito de conselhos municipais esvaziados, envelhecidos antes de florescerem; era feito de instituições sociais importantes e maduras, atuando ingenuamente em nossa sociedade. O normal de antes tinha muito pouco tempo para solidariedade, para servir ao outro acima de tudo. E que fique claro, quando falo servir ao outro, não estou dizendo servir ao outro que precisa, que é pobre. Estou falando em construir uma sociedade de tal forma, que não se produza o acúmulo de bens por uns poucos. O normal de antes não tinha tempo para longas, gostosas, profundas e preguiçosas conversas ao redor da mesa de refeições ou na calçada de casa.

Sem dúvida, o normal de antes também tinha práticas de grande valor humano e potencial transformador. MAS...pouco, muito pouco, diante do tamanho da tarefa.

Nestes dias vivemos fora do normal. Ah, com certeza vivemos.

Nestes dias que passamos sem eletricidade, pude reaprender sobre o silêncio de nenhum motor funcionando, de nenhuma rede virtual ativa, de nenhum aparelho áudio visual emitindo estímulos; pude sentar com minha família, amigos e desconhecidos, na penumbra da luz de raras velas, e suspirar sob o sentimento humilde do tamanho dos meus braços, de minha força real de transformação e de ser ajuda. A eletricidade amplia nossa força de atuação e também nos ilude sobre nosso tamanho.

Nestes muitos dias que passamos sem água encanada e potável, pude reaprender sobre tudo que se lava com dois litros d´água(medida das muitas garrafas pet que me chegaram). Pude conviver com os meus dejetos(urina e fezes) e os de minha grande família, guardados dentro de nossos belos vasos sanitários sem água e sentir a fragilidade e insanidade de nossa civilização que sequer sabe lidar com as fezes a não ser, dando descarga e se esquecendo delas. Pela falta d´água pude aprender os nomes de meus vizinhos, que comigo partilharam a água que tinham.

Nestes dias, no meio da lama fedida, buscando corpos, lavando corpos, enterrando corpos de pessoas amadas, pude aprender sobre o amor. Amor como cuidado; amor como honra ao que vive no outro, seja isto fato presente ou memória. A crueza inesperada das situações que vivemos não poderá ser expressa por palavras jamais, está muito além delas. O sentimento do que vivemos está buscando seus caminhos de expressão. Fiquemos atentos! Agora é tempo de contar histórias sobre o amor que descobrimos; amor cru, desnudo, amor enlameado. Contar muitas histórias entre nós e para outros que aqui não estiveram. Apesar da eletricidade ter voltado; apesar da água potável e encanada ter voltado; apesar de todas as redes virtuais terem voltado. Apesar de todos estes instrumentos mágicos da civilização estarem reestabelecidos, é simplesmente hora de sentar e contarmo-nos histórias, as histórias do amor que descobrimos; debaixo da lama, esta lama fecunda do que poderemos nos tornar.

Nunca mais voltarmos ao normal que era antes é o mínimo de honradez devida aos nossos queridos que se foram. Nunca mais voltarmos ao que era antes é o mínimo de responsabilidade frente a nós mesmos e a todas as crianças que sobreviveram, sobreviveram para o novo.

Nestes dias em que a lua volta a estar no mesmo lugar de um mês atrás, onde estamos nós? O que temos aprendido? Será possível caminharmos sem ingenuidades frente ao modelo de civilização que temos adotado: ele é brilhante, ilusório, desumano, inodoro, definitivamente inodoro. Nosso modelo de civilização não suporta o cheiro libertador de lama de enchente.







Tião Guerra mora em Friburgo, e é friburguense assim como eu. Inclusive, fomos vizinhos num passado já beem distante. Tião, infelizmente, perdeu sete pessoas da família nessa tragédia que se abateu sobre a Região Serrana do Rio, mas não perdeu a esperança que "dias melhores e nada normais como eram antes", virão. Essa semana, ele divulgou essa nota no Facebook, carregada de emoção e sensibilidade. E eu, que  não moro em Friburgo, mas amo essa cidade incondicionalmente, só posso apoiá-lo: "Tião, que a Nossa Friburgo, NUNCA MAIS volte à normalidade que era antes!"  

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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

"RAPIDINHAS DO PEDRINHO"

"NO STRESS!"

Davi, o irmão caçula do Pedro, tinha acabado de fazer xixi e estava pelado. 
-Davi! Vai ficar pelado aí? Perguntei para ele.
E o Pedro me respondeu:
"DEIXA ELE MÃE ! ELE ESTÁ CURTINDO A VIDA!"


ESPECIALMENTE PARA O MEU AMIGO MAIS FRESCO (AMIGO MAIS RECENTE) ZATÔNIO




quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

"SAÚDE PARA TODOS...QUE POSSAM PAGAR!"



É impressionante constatar o "estrago" que o rolo compressor da privatização usado pelo governo do PSDB , vem fazendo em São Paulo. No final do ano passado foi aprovado (mais precisamente no dia 21/12/2010) um projeto de lei enviado à Assembléia, pelo então governador Goldman, permitindo que qualquer hospital do SUS gerido por uma "OS" possa vender 25% dos seus leitos a planos de saúde ou à iniciativa privada. Reparem na data e vejam que o "tucanato" não mede esforços quando o assunto é de seu interesse.




Mas o que vem a ser uma "OS"? Não sabe? Não se espante! A maioria da população não sabe. Não sabe que "OS" é a abreviação de "Organizações Sociais" que, nesse caso, são organizações que se "abrigam" na condição de "filantrópicas", mas que nada mais são do que empresas privadas contratadas para administrar hospitais públicos.



Mas por que o governo do PSDB contrata essas "organizações"? Muito simples. Como essas empresas não tem nenhuma fiscalização efetiva por parte do governo chegam a usar até mesmo 70% da renda líquida com gastos de pessoal, o que fica bem acima do teto estipulado pela Lei de Responsabilidade Fiscal para o Poder Público, que é de 46.5 %. Ou seja, apenas uma forma de driblar a lei. As contratações são feitas sem nenhum critério e sem nenhum controle, transformando esses hospitais geridos por essas organizações em verdadeiros "cabides de emprego",  tornando-os até 50% mais caros ao governo, do que os hospitais geridos diretamente por ele.



E o que o governo do PSDB fez para resolver esse problema? Como resolveu esse inchaço causado pela má administração dessas empresas? Arranjou métodos para fiscalizar o que essas empresas vem fazendo com o dinheiro público? Pediu prestação de contas sobre o número sem fim de contratações feitas por essas empresas? Exigiu corte nos gastos? NÃO! Simplesmente teve a BRILHANTE idéia de permitir, através desse projeto de lei aprovado em dezembro, que essas "OS" vendam à iniciativa privada ( o que é seu sonho desde sempre) 25 % dos leitos dos hospitais do SUS geridos por elas. Simplesmente deram uma injeção de "cicuta" para "salvar" um paciente que estava morrendo!



E quem sofrerá as consequências dessa resolução enfiada goela abaixo pelo governo do PSDB? Essa é a pergunta mais fácil de todas...



A POPULAÇÃO! O cidadão que depende do SUS. Aquele que fica dois meses esperando por uma consulta e mais três ou quatro meses esperando por uma cirurgia. Esse cidadão vai ter que esperar mais ainda porque terá 25% a menos de leitos hospitalares no estado a seu dispor, demonstrando claramente o verdadeiro descaso do governo de São Paulo com o contribuinte que paga, e caro, por um serviço de saúde que é ineficiente e agora, mais do que nunca, insuficiente.



Infelizmente essas informações não chegam à grande maioria da população. Ou se chegam, muitas pessoas preferem ignorar. "Não gostam de falar de política". E daqui a quatro anos, novamente, o PSDB (que adora falar de política e decidir por quem não gosta) terá uma nova enxurrada de votos. Aqui na Baixada Santista, por exemplo, deputados que votam a favor de projetos como esses são campeões de votos, "puxadores de legenda", que vão se tornando figuras legendárias na tão característica "Síndrome de Estocolmo" que assola São Paulo há anos. Enfim, lastimável! Gosto de acreditar que o povo de São Paulo, sem dúvida, mereceria coisa melhor!

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

"RAPIDINHAS DO PEDRINHO" (EM DOIS ATOS)

    VIDA

     "-MAINHÊ!! Eu já sei como a gente nasce!
     -Sabe Pedro? Como?
      -É assim, ...vai aquele "monte de bichinho parecendo sapinho" e entra na "bolinha"...
     -Ah...sei.
     -Aí, depois, o pai beija a mãe e o neném começa a crescer dentro da barriga!
     -Onde você viu isso, Pedro?
     -Ué, mãe! No DESENHO... "


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     MORTE

     "-Mãe, quando a gente morre a gente vê Deus?  
      -Não sei, Pedro! Tem gente que acredita que seja assim. Eu gostaria que fosse assim.
      -E depois? Começa tudo de novo?
      -Talvez. Tem gente que acredita nisso também...
      -Mãe, se eu visse uma estrela cadente, ia pedir para ela trazer o Vô Arnaldo de volta..."