sábado, 23 de abril de 2011

"É TEMPO DE RENASCER..."

Largar desse cais

Ir sem direção

Seguir os ventos que clamam por mim

Tecer minhas teias

Com minhas mãos

Sugar das entranhas desse chão meu fim

Digladiar com os dois de mim

Ser o São Jorge de meu dragão

Dividir meus segredos com a noite

Minhas verdades com os céus

Trilhar as estradas

Que não trilhei

Romper as portas trancadas por mim

E assim minhas mãos saberão de meus pés

E assim renascer e assim renascer  (Altay Veloso)
 
 
Que a Páscoa seja mais uma ótima desculpa para que possamos RENASCER...

quinta-feira, 21 de abril de 2011

"RAPIDINHAS DO PEDRINHO"

     "AMIGÃO"

     Pedro tem andado muito enciumado, reclamando bastante do irmão. Resolvi conversar com ele:
     -Pedro, seu irmão tem a metade da sua idade, tenha mais paciência com ele.Você já teve a idade dele...
     Pedro inconformado responde:
     -Ah mãe, ele tá muito chato! Tudo que eu pego ele quer, só chora... 
     Continuo tentando:
     -Mas Pedro, ele gosta de você! Quando você sai, ele sente a sua falta, fica te chamando...você é o melhor amigo dele, sabia?
      Nesse momento sinto que consegui comovê-lo. Ele levanta a cabeça, dá uma olhadinha para mim e eu me empolgo:
      -Davi, quem é o seu melhor amigo?
      Davi responde sem nem precisar pensar:
      "-ISAAC, MÃE!!"

quarta-feira, 13 de abril de 2011

"SEJAMOS GAYS. JUNTOS!"


(Abaixo, reprodução, na íntegra, da página de lançamento do projeto #EuSouGay, espalhe essa idéia)

...

Sejamos Gays. Juntos.

abril 12, 2011

Adriele Camacho de Almeida, 16 anos, foi encontrada morta na pequena cidade de Tarumã, Goiás, no último dia 6. O fazendeiro Cláudio Roberto de Assis, 36 anos, e seus dois filhos, um de 17 e outro de 13 anos, estão detidos e são acusados do assassinato. Segundo o delegado, o crime é de homofobia. Adriele era namorada da filha do fazendeiro que nunca admitiu o relacionamento das duas. E ainda que essa suspeita não se prove verdade, é preciso dizer algo.

Eu conhecia Adriele Camacho de Almeida. E você conhecia também. Porque Adriele somos nós. Assim, com sua morte, morremos um pouco. A menina que aos 16 anos foi, segundo testemunhas, ameaçada de morte e assassinada por namorar uma outra menina, é aquela carta de amor que você teve vergonha de entregar, é o sorriso discreto que veio depois daquele olhar cruzado, é o telefonema que não queríamos desligar. É cada vez mais difícil acreditar, mas tudo indica que Adriele foi vítima de um crime de ódio porque, vulnerável como todos nós, estava amando.

Sem conseguir entender mais nada depois de uma semana de “Bolsonaros”, me perguntei o que era possível ser feito. O que, se Adriele e tantos outros já morreram? Sim, porque estamos falando de um país que acaba de registrar um aumento de mais de 30% em assassinatos de homossexuais, entre gays, lésbicas e travestis.

E me ocorreu que, nessa ideia de que também morremos um pouco quando os nossos se vão, todos, eu, você, pais, filhos e amigos podemos e devemos ser gays. Porque a afirmação de ser gay já deixou de ser uma questão de orientação sexual.

Ser gay é uma questão de posicionamento e atitude diante desse mundo tão miseravelmente cheio de raiva.

Ser gay é ter o seu direito negado. É ser interrompido. Quantos de nós não nos reconhecemos assim?

Quero então compartilhar essa ideia com todos.

Sejamos gays.

Independente de idade, sexo, cor, religião e, sobretudo, independente de orientação sexual, é hora de passar a seguinte mensagem pra fora da janela: #EUSOUGAY

Para que sejamos vistos e ouvidos é simples:

1) Basta que cada um de vocês, sozinhos ou acompanhados da família, namorado, namorada, marido, mulher, amigo, amiga, presidente, presidenta, tirem uma foto com um cartaz, folha, post-it, o que for mais conveniente, com a seguinte mensagem estampada: #EUSOUGAY

2) Enviar essa foto para o mail projetoeusougay@gmail.com

3) E só

Todas essas imagens serão usadas em uma vídeo-montagem será divulgada pelo You Tube e, se tudo der certo, por festivais, fóruns, palestras, mesas-redondas e no monitor de várias pessoas que tomam a todos nós que amamos por seres invisíveis.

A edição desse vídeo será feita pelo Daniel Ribeiro, diretor de curtas que, além de lindos de morrer, são super premiados: Café com Leite e Eu Não Quero Voltar Sozinho.

Quanto à minha pessoa, me chamo Carol Almeida, sou jornalista e espero por um mundo melhor, sempre.

As fotos podem ser enviadas até o dia 1º de maio.

Como diria uma canção de ninar da banda Belle & Sebastian: ”Faça algo bonito enquanto você pode. Não adormeça.” Não vamos adormecer. Vamos acordar. Acordar Adriele.

— Convido a todos os blogueiros de plantão a dar um Ctrl C + Ctrl V neste texto e saírem replicando essa iniciativa —

sexta-feira, 8 de abril de 2011

"SÓ SEI QUE DÓI..."

      Só sei que dói. Dor daquelas danadas. Fininha...que encrosta no coração da gente e fica lá fazendo ele sangrar menino. Dor que faz a gente se sentir pequeno diante de tanta limitação causada pelo inexplicável. Dor que incomoda por ser dor de quem se sabe também responsável e muitas vezes também omisso.
Dor de quem gosta de acreditar que todo dia pode existir um "todo dia" diferente. E só uma pergunta me persegue nesse momento: Aonde estamos errando?  Pergunta que incomoda, junto com a dor... incomoda muito...hoje tudo incomoda...tudo vai incomodar. Só sei que dói. 

segunda-feira, 4 de abril de 2011

'RAPIDINHAS DO PEDRINHO (CONVIDADO ESPECIAL/ JOÃO PEDRO)

     Essas"gracinhas" que os nossos "pimpolhos" falam quando pequenos, marcam pelo resto de nossas vidas. João Pedro hoje já tem doze anos mas a sua mãe Suzy, do "Passeando Pelo Cotidiano" , lembra bem do que ele andava falando quando tinha quatro anos:

"Bem, o meu João Pedro já está com 12 anos, mas já teve muitos momentos "Pedrinho". Infelizmente, por mais que puxe pela memória, não consigo lembrar de muita coisa nesse momento. Mas, uma situação que não esqueço, foi quando ele, por volta dos 4 anos de idade, levou uma bronca homérica do pai. Eu estava na sala assistindo tv e ele veio todo choroso, se sentou no sofá, soltou um suspiro e disse: "meu pai é chapa quente". Nem imagino onde ele aprendeu essa gíria, mas que foi engraçado, foi."