terça-feira, 30 de novembro de 2010

"RAPIDINHAS DO PEDRINHO

"AMOR DE MÃE NÃO EMBELEZA CANJA!"

Fiz uma canja para os meninos dia desses, cheia de "amor de mãe". Pedro adora, Davi...nem tanto.
"-Pedro, Davi! Venham comer!"
Pedrinho corre, se senta e vai logo começando a comer. Davi vai se chegando aos poucos, desconfiado, olhando de lado. Pedrinho tentando animá-lo diz:
"-Davi, come, tá gostoso, né mãe?!"
E o Davi responde:
"-ECA!"
Pedro insiste:
"-Come Davi, tá gostoso, né mãe?!"
E o Davi...
"-EEECA!"
Pedro então complementa de modo que Davi não tenha mais "argumentos".
"-Ôh Davi, pode comer que tá gostoso, é verdade! É SÓ A APARÊNCIA QUE ESTÁ RUIM, NÉ MÃE?!"

sábado, 20 de novembro de 2010

"PORNOGRAFIA INFANTIL NÃO!'


CRIME VIRTUAL, VIOLÊNCIA REAL

"A PEDOFILIA É UMA DOENÇA QUE DEVE SER COMBATIDA NAS FAMÍLIAS, NAS ESCOLAS, EM TODAS AS INSTITUIÇÕES. A PREVENÇÃO DEVE SER FEITA COM EDUCAÇÃO E INFORMAÇÃO. E A PUNIÇÃO SÓ SE DÁ COM A DENÚNCIA E O RIGOR DA LEI."  Roseane Miranda sobre a prevenção e combate à pedofilia na sociedade



RELATÓRIO ANUAL DA ONG TELEFONO ARCOBALENO – ITÁLIA

Por Anderson e Roseane Miranda

09 de fevereiro de 2010
Roma, 9 de fevereiro de 2010 – RELATÓRIO SOBRE A PEDOFILIA.

A pedofilia na Internet aumentou 16,5% em relação ao ano de 2008.
São criados 135 novos sites de pedofilia na Internet por dia, e três grupos de pedofilia em redes sociais.

Este é o quadro que emergiu a partir do "14º Relatório Anual sobre Pedofilia on line" divulgado pela Telefono Arcobaleno (Observatório Internacional), que em 2009 fez 49.393 relatórios de 35 países.

A pedofilia online envolve crianças cada vez menores, apenas 1% das quais são identificadas, contudo, não existem dados efetivos sobre este mercado virtual, que realmente explora as fotos e filmes de abusos e atos de violência reais!

Apenas um site de pedofilia gera mais de 100 mil clientes - dos quais 60% são europeus. Do ponto de vista geográfico, a Europa e os Estados Unidos são os líderes em termos de difusão e consumo de matérias de pornografia infantil ou pedofilia.

Alemanha, Holanda, Estados Unidos, Rússia, Chipre, Canadá, Hungria, Suíça, Espanha e Tailândia estão no gráfico de posições como os dez países que mais hospedam os sites denunciados. Desses, mais de dez mil estão ligadas à Máfias da pedofilia (verdadeiros negociantes), confirmando o inquestionável comércio. E esta é a raiz da maior parte das atividades criminosas.

Os visitantes desse tipo de site, assim como os seus usuários são, em sua maioria norte-americanos, Alemães, Ingleses, russos e italianos.

Existe um verdadeiro exército que se movimenta diariamente na internet, caçando fotos, vídeos, contatos. Todavia, infelizmente, nada mudou na frente desse comércio execrável, que mais parece um trator gigantesco, que se consolida como o único setor capitalista que jamais sofrera com uma crise internacional!

As ofertas de qualificação e diferenciação desse comércio são sistemáticas, há uma contínua introdução no “mercado” de novos rostos (novas vítimas); assim como novos grupos (clubes etc). Há um uso maciço de todos os recursos possíveis para essa “promoção” – de forma direta e indireta.

Da mesma forma, se investe em planos de marketing que seriam invejados, até pelas mais prestigiadas multinacionais. "A coisa mais preocupante - afirma Giovanni Arena, presidente da Telefono Arcobaleno - é que a publicidade para as principais empresas (desse nicho) recentemente apareceu no fundo das imagens de abuso infantil, que também é um sinal de que a pedofilia online é impune e tolerada de tal forma que pode tornar a ‘pedobusiness’ apenas mais um novo negócio".

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

"DIA DE SOL, FESTA NO MAR E UM BOTEZINHO A DESLIZAR..."

Segunda, por do sol na praia em boa companhia, amiga de infância, filhos, sobrinhos...cenário perfeito para terminar um intenso e agradável feriado, até que...

"-Pai, aluga uma motinha prá mim?"

Pedro queria brincar com um daqueles "botes infláveis" que se alugam na beira da praia. O tempo não estava muito firme, o mar "puxava" mas...bom, lá foi o Pedro com os primos, Henrique e Vitória, alugar o tal bote. Como eram três crianças, Pedro ficou com um modelo que parece um Jet Ski e os primos pegaram um modelo parecido com uma lanchinha. Estavam super empolgados para entrarem na água, mas quando não tinha nem uns dez minutos que tinham entrado, escuto a minha cunhada gritando:

"-Henrique, Henrique, olha o bote!" Eles (Henrique e a irmã) se descuidaram e o bote foi indo, indo, indo...
E agora? Quem vai pegar o bote? A praia não estava cheia. Não tinha caiaque, nem barquinho, nem jet ski...O que fazer? Pior que o danado do bote foi-se embora deslizando mar afora numa rapidez impressionante. Em poucos minutos já era só um pontinho preto distante.Já era...

Minha amiga foi com o meu sobrinho até o rapaz que alugava os botes e informou o que tinha acontecido. Ele obviamente não gostou nada, nada...disse que ainda recomendara cuidado devido as condições do mar, que por isso sempre pedia a presença de um responsável na hora do aluguel, e coisa e tal...enfim, teríamos que pagar uma multa de 40,00 pelo bote. Pensamos: "bom, dos males o menor, ainda bem que não tinha nenhuma criança dentro do bote!" Como não queríamos nos estressar (mais,né?!) ainda ficamos por um bom tempo na praia, tentando recuperar a "paz" perdida. Mal sabíamos que, seria tempo suficiente para nos surpreendermos com o que veríamos a seguir.

Na hora em que o bote começou a ir para alto mar, só havia uma pequena lancha parada na praia. Estava bem próxima a nós e com certeza seus ocupantes devem ter assistido a tudo, ainda que não tivessem esboçado o menor sinal de que pretendiam nos ajudar. Pois foi justamente essa mesma lancha que, passados cerca de quinze minutos do ocorrido, vimos atravessar toda a praia e ir em direção ao bote. Ficamos então, na expectativa de que a lancha fosse pegar o bote. Nessa hora, meu sobrinho me perguntou: "Tia, você acha que se eles pegarem o bote vão devolver?" Foi aí então, que começamos um verdadeiro "bolão" para ver quem acertaria qual seria a atitude dos ocupantes da lancha. Confesso que eu bem empolgada, quase no mesmo tom do último discurso de "Martin Luther King", respondi para o meu sobrinho: "Eles vão devolver sim, Henrique! Ainda acredito no ser humano!"

Quando a lancha se aproximou do bote, rodou, rodou...parecia que era um resgate difícil, o que aumentava ainda mais a nossa expectativa. Finalmente quando a lancha se moveu outra vez, não vimos mais
o bote na água. Eles tinham pegado o bote! Ôba!

Para nossa surpresa e decepção, a lancha se moveu justamente em direção ao alto mar e não em direção a praia. Simplesmente eles viram tudo o que aconteceu, foram lá pegaram o bote e foram embora. Nossa! Ficamos todos perplexos...cheios de exclamações! Era impossível acreditar que eles fariam isso. Que tipo de gente é essa que "vai dormir mais feliz" por ter "faturado" um botezinho inflável na praia? E no meio de tanta incredulidade, o meu sobrinho me pergunta de novo, instantaneamente: "E aí Tia? Ainda acredita no ser humano?" Confesso que não consegui lhe responder...como poderia argumentar alguma coisa depois dessa cena? Vou precisar de tempo para repensar alguns conceitos e depois te responder, Henrique. Por enquanto fico te devendo a resposta. Gente estranha...mesmo.