quarta-feira, 17 de novembro de 2010

"DIA DE SOL, FESTA NO MAR E UM BOTEZINHO A DESLIZAR..."

Segunda, por do sol na praia em boa companhia, amiga de infância, filhos, sobrinhos...cenário perfeito para terminar um intenso e agradável feriado, até que...

"-Pai, aluga uma motinha prá mim?"

Pedro queria brincar com um daqueles "botes infláveis" que se alugam na beira da praia. O tempo não estava muito firme, o mar "puxava" mas...bom, lá foi o Pedro com os primos, Henrique e Vitória, alugar o tal bote. Como eram três crianças, Pedro ficou com um modelo que parece um Jet Ski e os primos pegaram um modelo parecido com uma lanchinha. Estavam super empolgados para entrarem na água, mas quando não tinha nem uns dez minutos que tinham entrado, escuto a minha cunhada gritando:

"-Henrique, Henrique, olha o bote!" Eles (Henrique e a irmã) se descuidaram e o bote foi indo, indo, indo...
E agora? Quem vai pegar o bote? A praia não estava cheia. Não tinha caiaque, nem barquinho, nem jet ski...O que fazer? Pior que o danado do bote foi-se embora deslizando mar afora numa rapidez impressionante. Em poucos minutos já era só um pontinho preto distante.Já era...

Minha amiga foi com o meu sobrinho até o rapaz que alugava os botes e informou o que tinha acontecido. Ele obviamente não gostou nada, nada...disse que ainda recomendara cuidado devido as condições do mar, que por isso sempre pedia a presença de um responsável na hora do aluguel, e coisa e tal...enfim, teríamos que pagar uma multa de 40,00 pelo bote. Pensamos: "bom, dos males o menor, ainda bem que não tinha nenhuma criança dentro do bote!" Como não queríamos nos estressar (mais,né?!) ainda ficamos por um bom tempo na praia, tentando recuperar a "paz" perdida. Mal sabíamos que, seria tempo suficiente para nos surpreendermos com o que veríamos a seguir.

Na hora em que o bote começou a ir para alto mar, só havia uma pequena lancha parada na praia. Estava bem próxima a nós e com certeza seus ocupantes devem ter assistido a tudo, ainda que não tivessem esboçado o menor sinal de que pretendiam nos ajudar. Pois foi justamente essa mesma lancha que, passados cerca de quinze minutos do ocorrido, vimos atravessar toda a praia e ir em direção ao bote. Ficamos então, na expectativa de que a lancha fosse pegar o bote. Nessa hora, meu sobrinho me perguntou: "Tia, você acha que se eles pegarem o bote vão devolver?" Foi aí então, que começamos um verdadeiro "bolão" para ver quem acertaria qual seria a atitude dos ocupantes da lancha. Confesso que eu bem empolgada, quase no mesmo tom do último discurso de "Martin Luther King", respondi para o meu sobrinho: "Eles vão devolver sim, Henrique! Ainda acredito no ser humano!"

Quando a lancha se aproximou do bote, rodou, rodou...parecia que era um resgate difícil, o que aumentava ainda mais a nossa expectativa. Finalmente quando a lancha se moveu outra vez, não vimos mais
o bote na água. Eles tinham pegado o bote! Ôba!

Para nossa surpresa e decepção, a lancha se moveu justamente em direção ao alto mar e não em direção a praia. Simplesmente eles viram tudo o que aconteceu, foram lá pegaram o bote e foram embora. Nossa! Ficamos todos perplexos...cheios de exclamações! Era impossível acreditar que eles fariam isso. Que tipo de gente é essa que "vai dormir mais feliz" por ter "faturado" um botezinho inflável na praia? E no meio de tanta incredulidade, o meu sobrinho me pergunta de novo, instantaneamente: "E aí Tia? Ainda acredita no ser humano?" Confesso que não consegui lhe responder...como poderia argumentar alguma coisa depois dessa cena? Vou precisar de tempo para repensar alguns conceitos e depois te responder, Henrique. Por enquanto fico te devendo a resposta. Gente estranha...mesmo.

Um comentário:

  1. Desse dia eu não esqueço podem apagar minha memoria mais vai ter sempre um pedacinho disso la.

    Hoje agente ri mais na hora 40 mango embora.

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