terça-feira, 29 de junho de 2010

RAPIDINHAS DO PEDRINHO (CQC 28/06/2010 - Danilo Gentili apanha no proteste já )



Quando estava passando essa matéria, meu filho Pedro, de seis anos, assistia comigo e disse, com jeito de quem não estava entendendo nada:
"-Mãe, por que eles estão batendo nele (Danilo Gentili)?"
Respondi: "-É porque ele foi fazer uma reportagem sobre o barranco que está ameaçando cair na escola, Pedro.
E ele continuou inconformado: "-Mas, só por isso?"
E, em seguida, do alto da sua inteligência pueril, acabou por concluir: "-Ahhhh mãe...VAI VER ELES SÃO BANDIDOS DISFARÇADOS DE POLICIAIS!"

Agora, quem sabe se esses policiais de São Bernardo, podem me ajudar no seguinte dilema: É melhor deixar o meu filho com a "doce ilusão" que bandidos estavam se passando por policiais, ou conto a verdade. Que vocês são realmente policiais, agindo como se fossem bandidos?

sábado, 26 de junho de 2010

"PRAZER EM APRESENTAR; MINHA AMIGA LENE!"

Hoje o sábado amanheceu "chochinho" demais e é impressionante como, quando você tem alguma coisa que te aflige, esses dias têm a capacidade de potencializar essa sensação.
Tenho uma amiga "meio irmã, meio anjo da guarda",(às vezes, acho mesmo que ela levou um tropeção lá no céu e acabou caindo aqui) que está passando por um problema sério (caso de doença na família) e sei que, se eu estivesse por perto, poderia ajudá-la. Mas...não posso porque moro muito longe. Não posso por causa dos meus filhos pequenos. Não posso porque...NÃO POSSO! NÃO POSSO! Esse "eco" reverbera na minha mente o tempo todo e me sufoca! O que me dá mais agonia é que, por várias vezes (muitas) na minha vida, ELA PÔDE! ELA PÔDE! ELA SEMPRE PÔDE...
Lene é minha amiga de infância. É a irmã que escolhi ter. Com ela "arquitetei" as minhas melhores travessuras de infância, compartilhei as inúmeras inseguranças da adolescência e vivi muitas, mas muitas histórias da juventude. Depois, me mudei, casei e...sempre a convidei. Mas a frequência com que nos vemos hoje, se tivermos sorte, é uma vez por ano.
Sinônimo de mulher bonita, Lene é inteligente e simpática. Pessoa de sorriso fácil...impossível não se deixar contagiar. Pena que os homens ainda não "perceberam" isso e ela está solteira. Ela diz que tem o tal "dedinho podre" para homens. Pois eu acho que "podres" são eles que não percebem o que estão perdendo. Quando ela namora, é super dedicada, carinhosa, se envolve totalmente. Vai ver, o problema é esse: "amor em excesso". Quando poderíamos imaginar que "amar demais", se tornaria um problema? Não concordo com quem diz que, às vezes ,"amor demais" pode sufocar. O que sufoca é possessividade, opressão, manipulação ou qualquer outra neurose que nada tem a ver com AMOR.
Outra de suas virtudes, facilmente percebida pelos seus amigos, é o poder que ela tem de se "doar". Ela é completamente desprendida de qualquer preguiça quando alguém precisa de sua ajuda. Ainda me lembro há oito anos, quando meu pai faleceu, a primeira pessoa para quem eu liguei, depois do meu irmão, foi para a Lene. Logo depois, ela já estava na minha casa e me acompanhou incansavelmente por todo aquele longo e sofrido dia. E mais, durante a semana, passava toda tarde, depois do trabalho, na minha casa para tomar café comigo e com a minha mãe, num ato de extrema gentileza. Não há como não se sensibilizar com esses "pequenos grandes" detalhes que fazem a diferença.
Todas essas qualidades, e muitas outras, fazem dessa minha amigona uma pessoa muito especial. O que só aumenta a minha aflição de não poder estar com ela nesse momento. Espero que ela me perdõe por, mais uma vez, não poder retribuir todo o carinho que ela sempre teve por mim. Às vezes, a vida nos arruma essa "presepada". Nos separa das pessoas que nos são mais queridas. Verdadeiras "ciladas" do destino.


(Bom...agora vou correndo ao "msn" atrás de novas e, espero eu, boas notícias!)

sexta-feira, 25 de junho de 2010

ENCONTRO GRAMATICAL

Esse texto, recebi de uma amiga minha de longa data. A vantagem de se ter amigos assim, é que eles sabem direitinho do que a gente gosta, do que nos "cai bem". Quando li, adorei!! Achei super criativo e já saí mandando para várias pessoas. Sou assim;quando recebo alguma coisa legal, já quero logo repassar...mas como também "guardo" na minha"GAVETA" tudo que eu gosto, (coisas que escrevo, leio, vejo, ouço falar...enfim, tudo que acho interessante) resolvi postar esse texto aqui. Infelizmente, só não sei exatamente quem escreveu. Só sei que é de uma aluna da FAPE.


"Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador. Um substantivo masculino, com um aspecto plural, com alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. E o artigo era bem definido, feminino, singular: era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal. Era ingênua, silábica, um pouco átona, até ao contrário dele: um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanáticos por leituras e filmes ortográficos. O substantivo gostou dessa situação: os dois sozinhos, num lugar sem ninguém ver e ouvir. E sem perder essa oportunidade, começou a se insinuar, a perguntar, a conversar. O artigo feminino deixou as reticências de lado, e permitiu esse pequeno índice. De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro: ótimo, pensou o substantivo, mais um bom motivo para provocar alguns sinônimos. Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeça a se movimentar: só que em vez de descer, sobe e pára justamente no andar do substantivo. Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela em seu aposto. Ligou o fonema, e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, bem suave e gostosa. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela. Ficaram conversando, sentados num vocativo, quando ele começou outra vez a se insinuar. Ela foi deixando, ele foi usando seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo, todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo direto. Começaram a se aproximar, ela tremendo de vocabulário, e ele sentindo seu ditongo crescente: se abraçaram, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples passaria entre os dois. Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula; ele não perdeu o ritmo e sugeriu uma ou outra soletrada em seu apóstrofo. É claro que ela se deixou levar por essas palavras, estava totalmente oxítona às vontades dele, e foram para o comum de dois gêneros. Ela totalmente voz passiva, ele voz ativa. Entre beijos, carícias, parônimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais: ficaram uns minutos nessa próclise,e ele, com todo o seu predicativo do objeto, ia tomando conta. Estavam na posição de primeira e segunda pessoa do singular, ela era um perfeito agente da passiva, ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular. Nisso a porta abriu repentinamente. Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo, e entrou dando conjunções e adjetivos nos dois, que se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas. Mas ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tônica, ou melhor, subtônica, o verbo auxiliar diminuiu seus advérbios e declarou o seu particípio na história. Os dois se olharam, e viram que isso era melhor do que uma metáfora por todo o edificio. O verbo auxiliar se entusiasmou e mostrou o seu adjunto adnominal. Que loucura, minha gente. Aquilo não era nem comparativo: era um superlativo absoluto. Foi se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado para seus objetos. Foi chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo, propondo claramente uma mesóclise-a-trois. Só que as condições eram estas: enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria ao gerúndio do substantivo, e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino. O substantivo, vendo que poderia se transformar num artigo indefinido depois dessa, pensando em seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história: agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, jogou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva."

terça-feira, 22 de junho de 2010

"CHIMAMANDA ADICHIE"-UMA BOA HISTÓRIA QUE VEM DA NIGÉRIA

Com a realização da copa na África do Sul, o continente africano está em evidência. E, quando se fala em África, a associação é imediata: guerras raciais, fome, miséria...mas definitivamente a África não é só isso. E se continuarmos a insistir nesse erro, de julgarmos o que de fato não conhecemos, ou conhecemos apenas a história mais óbvia, perderemos a grande oportunidade de conhecermos várias preciosidades como essa, por exemplo: a escritora nigeriana "Chimamanda Adichie". Nesse vídeo, ela fala justamente sobre como, às vezes, até por puro comodismo, nos deixamos levar por estereótipos criados pelos detentores do poder, que sempre dão um jeitinho de enfiar pela nossa goela abaixo, um monte de verdades pré fabricadas, aniquilando assim, toda e qualquer chance que temos de enxergar alguma coisa que não seja , o nosso próprio preconceito. Vejamos:



Depois de assistir a esse vídeo,espero que possamos sempre buscar por "novas histórias",assim como CHIMAMANDA buscou,e continua buscando,pelas "novas histórias" dela.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

"JOSÉ SARAMAGO" BOA VIAGEM!

A viagem não acaba nunca. Só os viajantes acabam. E mesmo estes podem prolongar-se em memória, em lembrança, em narrativa. Quando o visitante sentou na areia da praia e disse: "Não há mais o que ver", saiba que não era assim. O fim de uma viagem é apenas o começo de outra. É preciso ver o que não foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver na primavera o que se vira no verão, ver de dia o que se viu de noite, com o sol onde primeiramente a chuva caía,  ver a seara verde, o fruto maduro, a pedra que mudou de lugar, a sombra que aqui não estava. É preciso voltar aos passos que foram dados, para repetir e para traçar caminhos novos ao lado deles. É preciso recomeçar a viagem. Sempre.  
(José Saramago)

                                                                  foto:Sebastião Salgado

quarta-feira, 16 de junho de 2010

"...E A CORÉIA NÃO GANHOU O JOGO,MAS GANHOU O DIA!"

     Depois desse jogo de ontem, começo a entender porque o Dunga fez todos os treinos fechados. Na verdade, ele queria nos poupar. A gente já suspeitava que a "selecinha" não estava tão bem. Agora...a gente tem CERTEZA! O curioso é que, realmente acho muito bom o nível da maioria dos jogadores convocados, mas quando se juntam..."a coisa não funciona!"
Não sei se era a lesão, a pressão...mas o Kaká estava irreconhecível. Robinho se esforçou. Mas achei que estava muito afoito prá fazer logo seu gol, e desperdiçou muitos ataques com "tiros longos". Poderia ter elaborado mais as jogadas. Quando mudou de estratégia, foi melhor, e deu o passe para o lindo gol de Elano (o melhor em campo,na minha opinião). Luis Fabiano, parecia meio perdido.Tava muito "brucutu", cometendo muitas falhas. Apresentou pouco futebol. Maicon conseguiu fazer o gol no embalo da pequena reação que o Brasil teve quando voltou no segundo tempo, mas parou por aí. E prá finalizar,a defesa (sempre o grande problema do Brasil) cometeu uma falha primária com Lúcio(?)que, em vez de marcar o coreano, recuou e deixou " passe livre"  para  o gol.
Bom,vamos pensar que, "foi nervosismo de estréia", que"foi o frio",que "foi porque a lua de aquário não estava em áries..."enfim, vamos esperar pela melhora. Potencial prá isso o Brasil tem. Mesmo porque, com esse futebol de ontem, vai ficar difícil, hein?!
Nessa odisséia toda, quem não ganhou o jogo mas ganhou o dia, foi a Coréia que, depois de quarenta e quatro anos sem participar de uma copa, no primeiro jogo, já marcou um gol ,contra " a poderosa e conceituada seleção penta campeã mundial ". Fazer o quê...que venha a Costa do Marfim então,  prá ver se a história muda. Ou não...(como diria Caê!)       

sexta-feira, 11 de junho de 2010

AHÁ!!!!!!   "VUVUZELA AGORA TAMBÉM ONLINE!"   DÁ UMA APERTADINHA,VAI?!!

VAMOS TODOS JUNTOS!!!!     (tirado do blog "uma dama não comenta")http://www.spitorswallow.co.za/blowme.php

terça-feira, 8 de junho de 2010

"COISINHAS QUE OUVI POR AÍ..."

     Estávamos, novamente, no posto de saúde, para a segunda dose contra a "influenza H1N1" do Pedro. Uma  menininha "pimpona", de uns quatro aninhos incompletos, corria  prá lá e prá cá,  atrás do Davi. Ohh...nada mais singelo do que cenas com crianças felizes!!  PORÉM...(sempre tem um porém)  nada singelo,  foi ouvir o que a mãe da "pimponinha" disse: "Lá em casa, é só eu e ela o dia todo. O pai sai cedo prá trabalhar e a gente fica sozinha o dia inteiro. De vez em quando, o menininho da vizinha, que tem uns dois aninhos, vai lá brincar com ela, mas não gosto muito não, porque ele bate nela. Mas, já falei prá ela: se ele "der uma", você "dá duas". Se tú apanhar dele, apanha de mim também!"
     Dito isso, ela soltou um belo sorrisão e eu...eu  CHOQUEI!!!!!
"LEVAAAAANTA ME SERVE UM CAFÉ...QUE O MUUUUUNDO ACABOU!!!!!!"

terça-feira, 1 de junho de 2010

" A PRINCESA"




 Era uma vez, uma princesa muito bonita e  loirinha, que morava num reino distante. 
   
Seu sonho era trabalhar, andava cansada da vida modorrenta que levava na Corte.

Já tinha até ouvido falar que estavam querendo lhe "arrumar marido".
Mas como? Isso não faz o menor sentido!

E agora? Preciso pensar rápido! Não posso dar bobeira se eu não quiser virar uma gata borralheira!

De repente... um barulho enorme!

Eram as suas três fadinhas da sorte.

Mas por que tanta correria? Por que tamanha euforia?
Você não está sabendo? Ai, ai, ai, a princesa pouco anda lendo!

Há uma nova companhia de teatro passando pelo reino.
Dizem que há música, dança, canto, só festa o tempo inteiro!

Hum! É isso que eu quero! Vou ser atriz, ninguém vai  mandar no meu nariz!

As fadinhas ajudaram e de noite a fuga se fez.  Naquele reino, ninguém, nunca mais, vira a princesa outra vez.

Hoje toda noite ela rodopia seu vestido, canta , dança, nunca se cansa.

Apesar de dormir num caminhão,
comer ovo com pão...

...ela tem certeza de que é "FELIZ PARA SEMPRE"!

E o príncipe? Quem sabe ele não viraria um chato e viveria dando no seu saco?
"Quem sabe a vida é não  sonhar?