quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

"FELIZ ANO NOVO...DE NOVO!"

Receita de ano novo



Para você ganhar belíssimo Ano Novo

cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,

Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido

(mal vivido talvez ou sem sentido)

para você ganhar um ano

não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,

mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;

novo

até no coração das coisas menos percebidas

(a começar pelo seu interior)

novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,

mas com ele se come, se passeia,

se ama, se compreende, se trabalha,

você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,

não precisa expedir nem receber mensagens

(planta recebe mensagens?

passa telegramas?)



Não precisa

fazer lista de boas intenções

para arquivá-las na gaveta.

Não precisa chorar arrependido

pelas besteiras consumidas

nem parvamente acreditar

que por decreto de esperança

a partir de janeiro as coisas mudem

e seja tudo claridade, recompensa,

justiça entre os homens e as nações,

liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,

direitos respeitados, começando

pelo direito augusto de viver.



Para ganhar um Ano Novo

que mereça este nome,

você, meu caro, tem de merecê-lo,

tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,

mas tente, experimente, consciente.

É dentro de você que o Ano Novo

cochila e espera desde sempre.

                                  (Carlos Drummond de Andrade)

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

"VERNISSAGE/ MUITO ALÉM DO INFINITO (Pedro Valledepaz)




















   

Esses trabalhos foram feitos pelo meu filho Pedro (sete anos). Alguns ele mesmo criou e outros, foram fotos que ele distorceu causando esse efeito final. Ele acaba de me dizer que "depois vai me ensinar como se faz!"  Bom, pode ser que eu aprenda mas nunca ficarão iguais aos dele...

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

"RAPIDINHAS DO PEDRINHO!"

"ANTÔNIO SALVADOR...PRESIDENTE(?)"

O telefone tocou aqui em casa e fui atender:
-Alô?
-Alô, por favor, o senhor Antônio Salvador?
-Aqui não mora ninguém com esse nome, respondi.
-Ok. Obrigada!

Desligo e Pedro pergunta:
-Mãe, quem era?
-Sei lá, Pedro. Alguém procurando por um tal de "Antônio Salvador".
-ANTÔNIO SALVADOR, mãe? Ihhhh, ESSE É PRESIDENTE!!!

sábado, 4 de dezembro de 2010

Bruna Caram - Nascer de novo




Nascer De Novo (Bruna Caram)


É como se o tempo que eu levei

Pra saber tudo que sei

Provasse eu não saber nada

Por todo o caminho que andei

Pra cada passo que dei

Voltar ao início da estrada


E desfazendo cada defeito

Desvendando um jeito

Desenhando a saída

Que é pra viagem ser só de ida

Mas sem haver despedida


Te ter é como nascer de novo

Não reconhecer nada ao redor

Desatar o nó, quebrar a casca do ovo

A dura carapaça da dor


Por tudo aquilo qe já pequei

E cada ato que errei

É como estar perdoada(o)

E livre do que então carreguei

Cada cilada que entrei

De cada porta fechada


Viver trilhando o caminho certo

É olhar mais de perto

O universo em mim

Que é pra poder seguir a diante

Não me sentir mais distante


Te ter é como nascer de novo

Não reconhecer nada ao redor

Desatar o nó, quebrar a casca do ovo

A dura carapaça da dor


Tenha paciencia comigo

Saiba que ainda estou

Sem ver onde piso

é repentino e sem aviso

A terra perdida, a pele, a paixão ardida.


Te ter é como nascer de novo

Celebra o que em mim é maior

Minha nova instância

Descobrir a todo instante

Cada nuance do que é o amor


Te ter é como nascer de novo

Celebra o que em mim é maior

Minha nova instância

Descobrir a todo instante

Cada nuance do que é o amor




Por uma dessas distrações do destino, só esse ano fui "descobrir" essa cantora, Bruna Caram. Devo dizer que a identificação foi imediata. Me apaixonei logo de cara! Gosto de quase todo o seu repertório. Suas músicas viraram meu refúgio, aquele "ponto e vírgula" que é tão importante que a gente tenha na vida. Quando ouço suas músicas, assim como quando leio um bom livro, ou vejo um bom filme, são pequenos momentos que  me remetem a verdadeiros oásis. Momentos que são tão meus e dos quais não abro mão. Momentos onde posso redescobrir a minha essência, conversar com meus medos e renovar as minhas expectativas e esperanças. Momentos onde me "re-apaixono" por mim mesma e onde não preciso de convenções. Onde me ouço e me leio melhor. Momentos que adoraria que se perpetuassem "ad infinitum" mas sei, entendo, compreendo não ser possível. Logo, o alarme do carro dispara, o cachorro late, o filho chama...enfim, volto para a "roda viva" de um mundo que pede urgência. Um mundo do qual também faço parte, mas que, definitivamente não me cabe toda.