segunda-feira, 30 de agosto de 2010

"I THINK ABOUT THAT..."

As eleições estão chegando, e eu, devo confessar, adoro acompanhar esse processo. Leio tudo que posso sobre e, modestamente, estou sempre por dentro "dos bastidores" da política atual. Pois bem! Se tem uma notícia que me saltou aos olhos por esses dias, foi o relato que o presidente Lula fez durante um comício em MS, sobre um almoço que ele teve em 2002, com a "alta cúpula" do jornal A Folha de São Paulo. Segundo Lula, em um determinado momento durante esse almoço, o diretor da "Folha" pergunta, se ele se sentia preparado para assumir a presidência do Brasil, uma vez que, nem inglês falava. Lula respondeu perguntando, se por um acaso, Bill Clinton falava português. Como eu acredito que, esse diretor não seja uma pessoa burra, que ele saiba que o conceito do que é inteligência, seja algo muito mais abrangente do que apenas um curso de inglês no currículo, só posso concluir que, a sua intenção era humilhar Lula fazendo essa pergunta.Talvez se sentindo legitimado por sua condição econômica privilegiada, ele tenha se "esquecido" que o dinheiro compra livros, mas nem sempre compra sabedoria.


Sei que esse diretor da "Folha" jamais lerá esse meu humilde e despretensioso bloguinho. Mas, nas minhas "navegações" pela internet, encontrei um post, no blog do dramaturgo Domingos Oliveira, (dodomingosoliveira.blogspot.com ) que cairia como luva (talvez de pelica), em resposta a sua prepotência. Veja um trecho:

"Todo homem é esplêndido, BURROS ou inteligente, todo ele contêm o universo.

Umas das primeiras obrigações da inteligência é, exatamente, reconhecer este fato simples.

Excusado igualmente observar que a inteligência nada tem a ver com a cultura ou o nível de informação de cada um.

Pelo contrário, entre homens cultos de modo geral é encontrado um índice de burrice estonteante.

Em contrapartida verifica-se que a ignorância e a pobreza tem constituído campo fértil para o aparecimento das grandes almas.

A propósito, alma é sinônimo de inteligência.

Difícil conceituar a inteligência, porém fácil reconhecer-lhe atributos a primeira delas é, sem dúvida, a humildade. Humildade é sinônimo de inteligência.

O homem sábio sabe que não sabe.

Ao passo que o BURRO é arrogante. Considera-se possuidor de algum saber e, conseqüentemente, superior aos outros BURROS que sabem menos.

Atenção: o BURRO compete, julga,condena e, muitas vezes, mata.

No entanto com a inteligência acontece justo o contrato.

A despeito de si mesmo, ela ama.

(...)Quem é inteligente sabe que é.

Já o BURRO desconhece sua burrice.

Isto seria um drama, se não fosse uma tragédia.

Posto que o BURRO, no fundo do seu ignorado esplendor, sente que lhe falta algo, algo que o inteligente possui.

Neste momento advém, soberana, a inveja. A inveja dos burros.

Como se não bastasse ser diferente, o BURRO passa a odiar o inteligente.

No entanto com a inteligência acontece justo o contrário. Ela sempre se reconhece! O homem inteligente não inveja e sim compraz-se, exulta quando vê brilhar uma inteligência igual ou maior que a dele.

Os inteligentes, além de terem entre si grande amor e admiração, plageiam-se constantemente, sem o menor pudor.

Não tentam ser originais.

Sabem que são... Um só. Um só acidente da natureza.

Ou terá sido seu recurso de emergência? Do qual a natureza lançou mão para cuidar da sobrevivência da espécie, antes que os burros a destruam? "

OBSERVAÇÃO: Não sei em qual candidato Domingos Oliveira votará para presidente. Esse post, ele escreveu em Julho de 2008, no blog dele. Ou seja, NÃO tem nada a ver com o caso ocorrido em 2002 com o Lula, nem com o Lula. Somente citei seu belíssimo texto para que ilustrasse meu post e ajudasse a expressar A MINHA OPINIÃO!

terça-feira, 17 de agosto de 2010

"RAPIDINHAS DO PEDRINHO!"



     A lógica infantil é no mínimo, uma coisa muito curiosa:
     Estava brincando de "O que é, o que é ?" com o Pedro e o Davi, e perguntei para o Pedro:
    -Pedro, o que é que "cai  em  pé e corre deitado"? Como chovia na hora, fiquei olhando pela janela, para que ele percebesse a "dica". Foi então que ele olhou também pela janela e respondeu:
     "-AHH, É O PAI!!"
     E para completar quando perguntei, "o que tem dentes mas não morde?", ele respondeu:
     "É O...VÔ!!"

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

"MACHO SENSÍVEL"

     Hoje é quarta feira, mas a declaração feita pela atriz Maitê Proença, no domingo, no blog do "Estadão", ainda ecoa.


Blog do Estadão: Já decidiu seu voto? O que acha das atuais opções para a Presidência da República?
Maitê Proença: Gosto da Marina e do Serra.
Blog do Estadão: O feminismo já era ou a mulher ainda precisa lutar contra as discriminações da sociedade?
Maitê Proença: A mulher ainda é tratada como escrava na África, Ásia, países árabes, na maior parte do planeta. Só no ocidente houve progressos, muitos, mas ainda há discriminação. Quem sabe a própria venha a calhar nesse momento de eleições, atiçando os machos selvagens e nos salvando da Dilma? ( http://viomundo.com/)

Fico me perguntando, como pode uma pessoa com tamanha visibilidade nacional, que transita facilmente por diversos meios de comunicação, (os mais importantes do país), ter tanto desleixo, tanta irresponsabilidade com o que fala. Apesar de, ser só mais uma "asneira" do seu repertório que vai se tornando extenso, não deixou de causar polêmica. Será que ela desconhece a dimensão que um comentário infeliz desses possa ter? Sim, porque foi no mínimo infeliz. Principalmente se levarmos em conta que, esses "MACHOS SELVAGENS" que ela "conclama", são da mesma categoria (Cuidado Maitê! A classificação é muito abrangente!) dos "machos selvagens" que matam de duas a três mulheres por dia no país. Uma verdadeira epidemia que ela, em se dizendo mulher inteligente, tenho certeza que condena.

Agora, gostaria de apresentar uma outra categoria de "macho" que talvez Maitê não conheça; o "MACHO SENSÍVEL"



Esse é Márcio Nakashima, num momento de extrema tristeza e dor ao constatar que, depois de vários dias de procura, é sim de sua  irmã (Mércia Nakashima), o corpo que foi encontrado boiando na represa de Nazaré Paulista.

domingo, 8 de agosto de 2010

"AOS 21, ERA MUITO MAIS FEMINISTA DO QUE SONHAVA A MINHA VÃ FILOSOFIA!"



Quando li a notícia no blog da Lola (http://escrevalolaescreva.blogspot.com/2010/08/concurso-de-blogueiras-no-ar.html ) de que haveria um concurso para blogueiras com o tema, "A origem do meu feminismo", comecei a refletir até que ponto eu sou feminista, se é que sou. Apesar de ter minhas opiniões e convicções, não gosto muito de "rótulos". Prefiro ter a liberdade de ser "essa metamorfose ambulante". Mas, acontece que, numa breve análise da minha vida, acabei me dando conta de que a época em que "fui" mais feminista até agora, foi aos 21 anos. Época em que, talvez, eu nem tivesse a consciência de que tudo que estava vivendo, estaria colocando à prova, todos os meus mais camuflados e desconhecidos "instintos feministas". O curioso é que só agora, consigo enxergar por esse ângulo. Bom, antes tarde do que nunca!
Na ocasião, meu pai, que era um pequeno comerciante e chegou a ter cinco lojas espalhadas por diversas cidadezinhas da região serrana no interior do estado do Rio, precisava de alguém que o ajudasse e, lá fui eu, com 21 anos de "mala e cuia", para uma dessas cidades, (que tinha 16.000 habitantes) tomar conta de uma das lojas.
No começo achei tudo meio estranho, mas depois pela própria natureza camaleônica que acredito que o ser humano tenha, acabei me adaptando. Morava sozinha, tinha meu carro (velho, mas tinha) e tomava conta da loja que tinha três funcionárias. Almoçava em um restaurante self-service, (ou na loja mesmo) e tinha uma diarista. Ou seja, não dependia de ninguém. Eu mesma tinha conseguido montar uma pequena estrutura para viver ali, naquele lugar. O que eu não imaginava é que isso despertaria a curiosidade de tantas pessoas. Instalou-se uma "COMISSÃO PERMANENTE E ESPECULATIVA DE INQUÉRITO" que tinha como OBJETIVO tentar descobrir "QUAL ERA O PECADO QUE EU PODERIA CARREGAR". Sim, porque "moça nova, solteira e morando sozinha...huuum, aí tem! Uma vez, quando minha mãe foi me visitar com minha sobrinha, cogitaram até a possibilidade da menina ser minha filha, e eu esconder "esse escândalo"! O negócio era descobrir o quê havia de errado comigo. A imaginação ia longe! E para ajudar a confundir ainda mais essas "mentes brilhantes", eu era totalmente desprovida de vaidade (hoje sou mais mocinha, tenho até orelha furada) não usava maquiagem, minhas roupas eram básicas,(muito jeans e camiseta) e achava que, com um metro e oitenta de altura e cabelão liso quase pela cintura, não precisava me "enfeitar" muito para aparecer. Aliás, nunca gostei mesmo de chamar a atenção. Fato era que, esse "meu jeito" causava estranheza para a "COMISSÃO". A coisa ainda piorou bastante quando chamei uma amiga minha (que mais parece a Penélope Charmosa, de tão vaidosa), para me ajudar na loja, já que ela estava desempregada. Pronto: "Olha lá, não falei? Não disse que ela era estraaanha?! É SAPATÃO..." E depois, quando a gente começou a namorar? É...eu namorava um rapaz e ela outro, é bom explicar, né? Aí, a "COMISSÃO" surtou de vez. Imagina as carinhas: "Esse mundo está mesmo perdido!"
Apesar de eu saber dos comentários, não me importava (sabia que eram apenas de algumas pessoas que "odiavam gatos"). Fiz ótimos amigos lá, com quem tenho contato até hoje e depois; nunca me intimidei e deixei de não ir a qualquer lugar que eu queria ir, nunca deixei de andar com quem eu queria andar e recebia na minha casa, aqueles que eu achava que deveria receber. E mais...nunca mudei meu modo de vestir, ou meu comportamento por qualquer tipo de pressão externa, nem quando cheguei a namorar rapazes de lá. Quando logo no começo, percebi que "pagaria" um preço por ser, primeiro de tudo, mulher,(acredito que se fosse um rapaz na minha situação, não haveria tanta especulação), solteira e morando sozinha numa cidade pequena e bastante provinciana, resolvi ser mais determinada e me impor. Nunca cedi um centímetro do que eu achava justo e certo "ser e fazer", em nome de ninguém e nem por nada que eu não acreditasse.
Talvez esse tenha sido efetivamente "o meu primeiro encontro com meu feminismo". Hoje, devo confessar que não tenho mais a impetuosidade daqueles tempos mas a essência, continua a mesma. Não consigo admitir nenhuma situação onde a mulher é julgada, condenada ou execrada, muito mais pelo fato de ser uma mulher, do que propriamente por alguma coisa que ela tenha dito ou feito. Se isso é ser feminista, então... "prazer em me conhecer!" Sou sim, FEMINISTA!

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

"PARA O MEU PAI!"



Essa música do U2, diz muito do que era a minha relação com o meu pai. Apesar de amá-lo incondicionalmente, admirá-lo por toda a sua coragem e histórico de vida, nem sempre era um relacionamento fácil. "Talvez se não fôssemos tão parecidos...talvez se ele não quisesse sempre fazer tudo sozinho, ou da maneira dele...talvez, talvez, talvez! Saudade PAI! Essa é prá vc...como disse o "Bono" no show em 2006 aqui no Brasil, "paro o mi... meo pai!" (ele não soube pronunciar corretamente, mas com certeza a emoção que ele transmitiu quando cantou essa música, foi perfeita!)

Sometimes You Can't Make It On Your Own
U2 (tradução)

Teimoso, você acha que entende das coisas
Você diz pra mim e pra qualquer um
Que você é duro o suficiente

Você não tem que resistir
Você não tem que estar sempre certo
Deixe que eu levo alguns golpes
Por você essa noite

Ouça o que eu tenho pra te dizer agora
Eu preciso que você saiba
Você não tem que aguentar tudo isso sozinho

E é você quando eu olho no espelho
E é você quando eu não atendo o telefone
Às vezes você não consegue fazer tudo sozinho

Nós brigamos o tempo todo
Eu e você... está tudo bem
Nós somos a mesma alma
Não preciso... Não preciso ouvi você dizer
Que se não fossemos tão parecidos
Você gostaria de mim um pouco mais

Ouça o que eu tenho pra te dizer agora
Eu Preciso que você saiba
Você não precisa aguentar isso tudo sozinho

E é você quando eu olho no espelho
E é você quando não atendo o telefone
Às vezes você não consegue fazer tudo sozinho

Sei que não conversamos
Já estou cheio de tudo isso
Você pode me ouvir quando eu
Canto, você é a razão de eu cantar
Você é o motivo pela opera estar em mim

Onde estamos agora?
Eu tenho que te deixar saber
Uma casa não é necessariamente um lar
Não me deixe aqui sozinho

E é você quando me olho no espelho
E é você que faz isso ser difícil de passar
Às vezes você não consegue fazer tudo sozinho
O melhor que você pode fazer é fingir
Às vezes você não consegue fazer tudo sozinho