quarta-feira, 31 de março de 2010

ESTREANDO: "RAPIDINHAS DO DAVI!"

"TU-TU-TU..."
Estava na cozinha com o Davi quando ele começou a apontar para alguma coisa em cima da mesa:
"-Mãi, 'TU, TU, TU', eu queu..."
O que você quer Davi? Não tô entendendo...
"-Eu queu 'TU, TU, TU..."
Chamei o Pedro que nessas horas é fundamental para me ajudar, ele logo pega o "manual do Davi"e, consegue sempre entender o que ele quer dizer, mas dessa vez...
"Sei lá o que ele quer...'TU, TU, TU' (?)"
Resolvi pegá-lo no colo para que me mostrasse do que se tratava. Rapidamente, já aflito, ele apontou para o "rolo de papel toalha". Pensei, "rolo de papel toalha"? Vai entender...foi então que ele desceu do meu colo, colocou o rolo de papel na boca, como se fosse uma corneta, e saiu felicíssimo: "TU, TU, TU..."

sábado, 27 de março de 2010

EU TAMBÉM QUERO FALAR DO "CASO NARDONI"!


Quando esse "casal" cometeu esse desatino, meu filho mais velho, o Pedro, tinha a idade da menina Isabela, e o meu filho mais novo, o Davi, tinha quinze dias de nascido.Vivi um verdadeiro paradoxo, estava cheia de vida em casa, em estado de graça, e acompanhava a morte pela televisão. Devo confessar que, por diversas vezes torci insistentemente para que aparecesse a "tal terceira pessoa". Seria mais fácil "aceitar" essa história toda. Como acreditar que pessoas (aparentemente) normais, participantes ativos da nossa sociedade, frequentadores de lugares públicos, com famílias (aparentemente) estruturadas e de certo poder aquisitivo, pudessem ser capazes de tamanha crueldade? Essa era a pergunta que mais me incomodava...olhava para os meus filhos e pensava em tudo o que privaram essa menina de ter e fazer...uma menina que pelo visto era muito amada pela mãe, que era feliz e cheia de vida...ter a vida ceifada dessa maneira tão irracional. POR QUÊ???
Fico pensando em como um minuto, um segundo de uma fúria inexplicável pode causar danos irreversíveis, eternos...além deles terem causado a morte da menina, o dolo maior claro, há ainda toda uma situação periférica de sofrimento e dor de várias pessoas envolvidas no acontecimento: pais, tios, amigos...que levarão esse dano psicológico para sempre em suas vidas, como se fosse um divisor de águas: de agora em diante, será sempre "antes e depois da morte de Isabela".
Finalmente agora depois de dois anos do crime, o casal foi condenado, vindo ao encontro do anseio de uma população que clamava por justiça, como se esse caso fosse um "caso expiatório" para todos aqueles casos, principalmente de violência infantil, que nunca tiveram punição adequada. Era o "grito que estava preso na garganta" e que precisava ser solto. Que esse julgamento, que o trabalho do promotor, sirvam de exemplo e de incentivo para outros casos semelhantes e que possamos esperar da justiça somente isso: empenho e responsabilidade no desenrolar das apurações e dos julgamentos para qualquer cidadão; sem distinção de classe, credo ou cor.
E quanto a "menina Isabela" (que "não criou esse caso", por isso não o chamo de"CASO ISABELA" mas sim de "CASO NARDONI") tão cruelmente assassinada, tão cruelmente exposta, violentada no seu direito de ser inocente, de ser criança, de estar viva, só posso desejar que agora fique realmente em PAZ, e que se concretize finalmente o desejo de sua mãe...que ela se torne eternamente uma estrelinha!! Que viva somente na memória daqueles que a amavam , que a tratavam com carinho e sobretudo com respeito!