quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

BOLO DE CHOCOLATE

 A preparação é mínima. Só os segundos da subida. E como sobe! Alto, alto, alto...

De repente, peito para frente, prestes a ganhar asas, a liberdade em queda livre.

Ele se joga com tudo: cabeça, alma e coração. Não se importa se a corda pode arrebentar.

Corda? Que corda? Não está preso a nada e ri na cara de quem tem medo...

Lá embaixo, ela olha e admira a coragem dele, mas prefere a comodidade dos covardes.

Vai para casa fazer um bolo de chocolate.

Não sabe cozinhar... queima o bolo e não aquece o coração.


                                                                                                                  

3 comentários:

  1. Ainda bem que esta não é você, que não tem cara de fazedora de bolo de chocolate e muito menos é covarde. Mas texto é bom. Beijo!

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  2. Ah, não sou eu mesmo. É tudo "licença patética"...rsrsrs Clara

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  3. Como sempre minha amiga dando asas a observação do comportamento humano. Já pensei em pular assim, confesso, mas nada tiraria mais o meu folego do que lê-la por aqui. Beijos Amada!

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