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"NÃO AO SOPA"

"PAVÊ DA PREGUIÇOSA!"

     A receita era antiga. Tinha tirado de um jornal e já fazia um bom tempo que o recorte amarelado andava perdido em alguma gaveta não tanto remexida. Mas ela não precisava de receita, tinha tudo guardado na cabeça. Até porque, o tudo era quase nada. Foi então para a cozinha, fazer o único doce que a sua má vontade  lhe permitia fazer.      Para o creme, duas latas de leite condensado e a mesma medida de leite. Três gemas de ovos que, quase  por um acaso, aprendera com uma doceira a retirar aquela fina película transparente que envolve a gema e que dá o tão característico, e por vezes desagradável, cheiro de ovo aos doces (pelo menos, assim tinha lhe dito a tal doceira).      Biscoitos? Escolhia os de maisena mesmo, já que os tradicionalmente usados, os biscoitos champanhe, deixavam o doce, doce por demais. Essa doçura toda, definitivamente não lhe agradava.      Frutas? Poderia ser qualquer uma. Morango, abacaxi...

Desconstruindo "Verdades Absolutas" em 2012!"

Fizeram a gente acreditar que amor mesmo, amor pra valer, só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos. Não contaram pra nós que amor não é acionado, nem chega com hora marcada. Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade. Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta: a gente cresce através da gente mesmo. Se estivermos em boa companhia, é só mais agradável. Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada "dois em um": duas pessoas pensando igual, agindo igual, que era isso que funcionava. Não nos contaram que isso tem nome: anulação. Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável. Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigatório e que desejos fora de hora devem ser reprimidos. Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amad...

"É NATAL, MAS NÃO PRECISA SER ÓBVIO!" Tirinhas/ Peanuts- O Verdadeiro Sentido do Natal

Apesar das tirinhas do Sr Schulz terem completado recentemente sessenta anos, ainda trazem o frescor e a originalidade do humor refinado. E, se é para tentar fugir da obviedade, ele, "Charlie Brown", não poderia faltar aqui nesse Natal. Vale a pena registrar que, em 1969, ia ao ar o primeiro especial  para TV da série Peanuts: "O Natal de Charlie Brown", assistido por 55 milhões de pessoas. (Clique na imagem para ampliar)

É NATAL, MAS NÃO PRECISA SER ÓBVIO! Receita/ Prato Principal (por Luciana Nepomuceno)

Apesar de ter tido alguns probleminhas técnicos e estar atrasada com as publicações da série: "É Natal, mas não precisa ser óbvio", não poderia, de maneira alguma, esquecer de postar um dos primeiros textos que me veio à mente, assim que pensei em fazer um "Natal original". É uma receita que, independente do prato, deve ser usada sem parcimônia. Receita que só ela, Luciana , escreveria com tanta propriedade...  Prato Principal Em maio deste ano escrevi um texto para o Feministas na Cozinha chamado  Ora, direis, comer estrelas ... escrevi, curti, esqueci. Até que. Dessas coisas boas que me acontecem, tem a Clara. E ela postou este texto lá no Fb e eu fui reler. E fiquei pensando, sim, sim e, um tantinho não, não. Quem quiser saber como ele era,  vai lá e espia , aliás,  tem muita coisa boa  escrita pelas outras blogueiras, dicas e receitas. Dei uma garibada nele, virou resto d’ontê. Porque o pensar, como o amar, muda.  Amar é um tantinho como c...

"É NATAL, MAS NÃO PRECISA SER ÓBVIO!" Literatura de Cordel/ Feliz Natal

Nesse post, a força da tradição, a literatura de Cordel, aliada a "ferramenta dos tempos modernos", a internet. O resultado não poderia ter sido melhor.

"É NATAL, MAS NÃO PRECISA SER ÓBVIO!" Cartões/ Por Raquel Stanick

Quando penso em originalidade, é difícil não pensar em Raquel Stanick. São quase sinônimos.  Raquel é artista plástica, blogueira e, acima de tudo, mulher. Intensa, autêntica, visceral. Fico admirando, através dos seus escritos, a sua coragem diante da vida. Parece que seu único medo é "não viver". O resto, acertando ou errando, sorrindo ou chorando, ela enfrenta. Chama o mundo para cima do ringue e dá mesmo a "cara prá bater." Por isso, aprendi a admirá-la tanto. Por isso, a minha grande comoção (e não estou exagerando) quando sábado, ao "abrir meu computador", me deparei com esses dois lindos cartões,  que ela fez para mim. Talvez ela não saiba, mas sempre gostei de receber cartões. Desde a época em que eles eram escritos manualmente e enviados pelo Correio. Esperava ansiosa e sempre me emocionava com o carinho de quem os mandava. Hoje, os tempos mudaram. A amiga é virtual , os cartões são virtuais, mas a felicidade de recebê-los foi a mesma de sempre e...