Viro o verso pelo avesso, Não tenho medo do reverso. O que não rima, Não desanima. Você é meu exercício de desprendimento. Nada espero, nem idealizo. Somos tão diferentes que nos encontramos na outra ponta. E o encontro instiga, atiça, coça, roça, assanha a sanha. Sei que vou morrer não sei a hora mas se vivo, viva o coração no pulso! Tomo gosto e ponho meu barco no mar. Hoje é dia do Círio de Nazaré. Nazinha que me proteja e vice-versa! Faço o sinal da cruz, Reverencio Yemanjá e viro o verso pelo avesso...