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Mostrando postagens com o rótulo criança

A felicidade é comezinha

Davi é meu filho caçula. Tem cinco anos, fala pelos cotovelos (ainda bem!) e tem aquela curiosidade voraz pelas coisas do mundo, que é inerente a idade. Hoje de manhã, enquanto eu fazia café, passou por mim na cozinha e disse: -Mãe, é NOJENTO uma moça namorando um velho? -Como assim, “nojento”, Davi? Qual o problema? -Ah, mãe, é estranho. -Estranho por quê? A moça não pode gostar do velho só porque ele é velho? -Ah, mãe, pode sim. É igual no conto de fadas, ela gosta do velho e a fada toca a varinha mágica nele e ele vira moço. -Não, Davi. Não é assim. Se a moça gostar mesmo dele, vai gostar dele de qualquer jeito, velho, novo, feio, bonito, não importa.  Pode ser nova gostando de velho, velha de velho, velha de novo, novo de nova, enfim, não tem problema nenhum. E se a mãe fosse casada com um homem mais velho, por exemplo?  Davi responde aflito: -Não, mãe. Você poderia pegar uma doença! -Davi, velhice não se pega. Velhice não é doença contagiosa. Olha só, q...

"Davi no conta gotas: Sintetizando..."

       Hoje enquanto via um programa infantil com os meninos comentei:       -Será que essa moça já ganhou neném?       -Mãe, o marido dessa moça é esse aí do lado dela, disse o Pedro.       -Talvez não seja, Pedro. O marido dela pode ser alguém que nada tenha a ver com a TV.        Ao ouvir nossa conversa, Davi leva a mãozinha fechada à testa e conclui "sinteticamente":       "-Dãaaaaaa!"

"Davi no Conta Gotas"

 "Discutindo" com o Davi (4 anos): "...e você não sabe de nada, mãe! Eu é que sei, cão é dog, gato é cat e eu não sou mais seu filho!"

"É DIA DE DAVI!"

     Na primeira vez que te vi, há quatro anos, você era rosa. Você chorou e eu sorri. Maior do que eu esperava, ocupou um espaço enorme em mim. Não me importei. Gostei! Tomou todo o meu tempo, meus dias, minha insônia e também os meus seios. Virou tema recorrente nas minhas rodas de conversa e assunto para a minha falta de assunto. Mas não me policiei.      Eu me permiti lamber, cheirar, beijar, babar, errar e acertar. Aprendi a compartilhar, doar e receber. Ouvi muitos conselhos. Uns até segui. Outros, dei de ombros. Simpatias? Até hoje sei um vasto repertório, mas fazia só a do pontinho vermelho. Aquela do soluço. soluço. E não é que parava?!      Recorri mesmo foi ao instinto. Não ao materno, mas sim,  ao de sobrevivência. Precisava "sobreviver", e bem, por você e por mim ao evento que é ter um filho, ainda que fosse o segundo, tão essencial, querido e diferente do primeiro, o Pedro.      Davi é a minha segu...