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Ocaso.

Cortei, cortei o sim, o nó na garganta, cortei o que era plástico e se quebrou, o que era amargo e se acabou, Cortei o açucar, cortei você.  Cortei,  cortei o laço, o abraço, o umbigo, cortei o pão que o diabo amassou, cortei o inferno, o fogo, o fardo, cortei você. Cortei, cortei os fios, o cabelo, os brios, cortei na própria carne. Cortei a carapaça do amor, a carapuça da dor, cortei, cortei você. Cortei, as garras, as asas, suas, e voei.

"SÓ SEI QUE DÓI..."

      Só sei que dói. Dor daquelas danadas. Fininha...que encrosta no coração da gente e fica lá fazendo ele sangrar menino. Dor que faz a gente se sentir pequeno diante de tanta limitação causada pelo inexplicável. Dor que incomoda por ser dor de quem se sabe também responsável e muitas vezes também omisso. Dor de quem gosta de acreditar que todo dia pode existir um "todo dia" diferente. E só uma pergunta me persegue nesse momento: Aonde estamos errando?  Pergunta que incomoda, junto com a dor... incomoda muito...hoje tudo incomoda...tudo vai incomodar. Só sei que dói.