sábado, 26 de junho de 2010

"PRAZER EM APRESENTAR; MINHA AMIGA LENE!"

Hoje o sábado amanheceu "chochinho" demais e é impressionante como, quando você tem alguma coisa que te aflige, esses dias têm a capacidade de potencializar essa sensação.
Tenho uma amiga "meio irmã, meio anjo da guarda",(às vezes, acho mesmo que ela levou um tropeção lá no céu e acabou caindo aqui) que está passando por um problema sério (caso de doença na família) e sei que, se eu estivesse por perto, poderia ajudá-la. Mas...não posso porque moro muito longe. Não posso por causa dos meus filhos pequenos. Não posso porque...NÃO POSSO! NÃO POSSO! Esse "eco" reverbera na minha mente o tempo todo e me sufoca! O que me dá mais agonia é que, por várias vezes (muitas) na minha vida, ELA PÔDE! ELA PÔDE! ELA SEMPRE PÔDE...
Lene é minha amiga de infância. É a irmã que escolhi ter. Com ela "arquitetei" as minhas melhores travessuras de infância, compartilhei as inúmeras inseguranças da adolescência e vivi muitas, mas muitas histórias da juventude. Depois, me mudei, casei e...sempre a convidei. Mas a frequência com que nos vemos hoje, se tivermos sorte, é uma vez por ano.
Sinônimo de mulher bonita, Lene é inteligente e simpática. Pessoa de sorriso fácil...impossível não se deixar contagiar. Pena que os homens ainda não "perceberam" isso e ela está solteira. Ela diz que tem o tal "dedinho podre" para homens. Pois eu acho que "podres" são eles que não percebem o que estão perdendo. Quando ela namora, é super dedicada, carinhosa, se envolve totalmente. Vai ver, o problema é esse: "amor em excesso". Quando poderíamos imaginar que "amar demais", se tornaria um problema? Não concordo com quem diz que, às vezes ,"amor demais" pode sufocar. O que sufoca é possessividade, opressão, manipulação ou qualquer outra neurose que nada tem a ver com AMOR.
Outra de suas virtudes, facilmente percebida pelos seus amigos, é o poder que ela tem de se "doar". Ela é completamente desprendida de qualquer preguiça quando alguém precisa de sua ajuda. Ainda me lembro há oito anos, quando meu pai faleceu, a primeira pessoa para quem eu liguei, depois do meu irmão, foi para a Lene. Logo depois, ela já estava na minha casa e me acompanhou incansavelmente por todo aquele longo e sofrido dia. E mais, durante a semana, passava toda tarde, depois do trabalho, na minha casa para tomar café comigo e com a minha mãe, num ato de extrema gentileza. Não há como não se sensibilizar com esses "pequenos grandes" detalhes que fazem a diferença.
Todas essas qualidades, e muitas outras, fazem dessa minha amigona uma pessoa muito especial. O que só aumenta a minha aflição de não poder estar com ela nesse momento. Espero que ela me perdõe por, mais uma vez, não poder retribuir todo o carinho que ela sempre teve por mim. Às vezes, a vida nos arruma essa "presepada". Nos separa das pessoas que nos são mais queridas. Verdadeiras "ciladas" do destino.


(Bom...agora vou correndo ao "msn" atrás de novas e, espero eu, boas notícias!)

4 comentários:

  1. Concordo que não é amor demais que sufoca...

    É muita sorte quando a gente tem alguém assim na nossa vida. Mas acho que mesmo de longe, seu apoio faz diferença para ela e a ajuda a ter mais forças.
    Bjo

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  2. Amiga...que coisa mais linda! Não pude deixar de me emocionar com tanta beleza e delicadeza. Quero dizer que mesmo a distância, vc ajuda muito, sempre...Te amo!

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  3. Nossa....estou aqui me acabando de chorar!
    Essas duas são irmãs para mim!
    Tomara um dia conseguirmos um asilo pra ficarmos todos juntinhos...claro e botarmos pra quebrar!
    Ah huru...o asilão é nosso!

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  4. Espero que não me botem prá "pintar vidrinho e nem prá bordar".Senão aí me acabo de vez...KKK Bruno,talvez possamos pensar em fundar,O PRIMEIRO ASILO CULTURAL DO BRASIL.Sessões de leitura de Clarice Lispector,oficinas de teatro,aulas de canto...e por aí vai! O que vc acha? Topas?

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